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Praticas
Pedagógica
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Ações
Concretas a serem desenvolvidas
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Planejamento de Aula
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Fazer roteiros/planos de aula, com uma seqüência lógica de atividades
serem desenvolvidas
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Buscar as metodologias adequadas de ensino para desenvolver a
aprendizagem dos alunos
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Planejar as atividades levando em conta o contexto social de sua
turma
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Promover na sala de aula um ambiente agradável para ensinar
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quinta-feira, 11 de julho de 2013
Praticas Pedagógicas para Planejamento de Aula X Ações Concretas a serem desenvolvidas
Hiperatividade
Criança hiperativa é
aquela que nunca pode parar, que está sempre agitada, que não consegue
permanecer sentada, imóvel. O Dr.Serfontein diz que: "Mesmo quando mais
velho, se analisado com atenção, o hiperativo revelará algum tipo de movimento
contínuo das pernas, dos pés, dos braços, das mãos, dos lábios, da
língua". Especialistas dizem que "...há pais e professores que,
ainda, acreditam que o comportamento da criança ou do jovem hiperativo seja de
oposição, e que pode e deve ser controlado". Por isto se torna muito
importante a conscientização de que Hiperatividade é condição orgânica com base
neurológica. E que uma criança ou jovem que se sinta incapaz de controlar os
próprios movimentos, sente-se muito mal a respeito de si mesmo e sua
auto-imagem e auto-estima podem tornar-se muito negativas.
Existem duas
características diferenciais em Hiperatividade:
A primeira delas é da criança
hiperativa com comportamento impulsivo, que fala sem pensar e nunca espera por
nada; que não consegue esperar por sua vez, interrompendo e atropelando tudo e
todos, agindo antes de pensar e nunca medindo as conseqüências dessas atitudes.
Planeja e decide mal e suas ações podem ser perigosas. Como bem explicita o Dr.
Paul Wender, "Essa criança corre para a rua, sobe no peitoril da janela,
trepa em árvores... Por isto sua cota de escoriações, hematomas, cortes e idas
ao médico são significativas".
Um segundo tipo de Hiperatividade tem suas
características mais pronunciadas na dificuldade de foco de atenção. Trata-se
de uma super estimulação nervosa que faz com que essa criança passe de um
estímulo a outro, não conseguindo focar sua atenção em um único objetivo, o que
dá a impressão de que ela é desligada. Ela se distrai facilmente com um
estímulo mínimo que alcance sua visão, com qualquer som ou cheiro, não
conseguindo centralizar sua atenção, suprimindo detalhes de importância
irrelevante. Não é que esse hiperativo não preste atenção em nada, ao
contrário, ele presta atenção em tudo, ao mesmo tempo, não sendo capaz de
destacar um estímulo e ignorar outros. Ele não consegue determinar o foco
principal dentre estímulos que bombardeiem seu cérebro, em que deveria fixar
sua atenção seletiva. É a resposta a diferentes estímulos, ao mesmo tempo, que
dá a essa criança a característica de hiperativa. Não é que ela esteja
desatenta, desligada; ao contrário, o fato dela estar ligada em tudo que esteja
acontecendo a sua volta é que a impede de concentrar sua atenção em um só
estímulo.
terça-feira, 9 de julho de 2013
SEGREDOS PARA CONSTRUIR A AUTOESTIMA NA SALA DE AULA
- Professor, trate seus alunos com respeito, descubra o potencial existente em cada um, assim você estará salvando uma vida.
- Estimule nos alunos atitudes e habilidades para que eles possam inovar, criar e agir de modo pessoalmente responsável; que saibam se auto-gerenciar; que conservem sua individualidade e ao mesmo tempo, trabalhem com eficiência em equipe; que confiem em seus poderes e em sua capacidade de contribuir.
- Ensine o aluno a pensar, a reconhecer discursos lógicos, a ser criativo e a aprender.
- Professores com baixa autoestima são tipicamente infelizes e professores infelizes utilizam métodos destrutivos e humilhantes para manter o controle da classe. Cuidado! Pois os alunos vêem no professor o seu referencial e com ele aprendem o comportamento do adulto.
- Tenha uma profunda confiança no potencial da pessoa com a qual está lidando.
- Atenção! Professores com boa auto-estima estão aptos a nutrir a auto-estima de outra pessoa, proporcionando uma experiência de aceitação e respeito.
- Um dos maiores presentes que um professor pode dar a um aluno é negar-se a aceitar seu auto-conceito negativo.
- O professor deve transmitir aos alunos suas experiências positivas com relação a eles. O aluno sente-se nutrido, apoiado e inspirado.
- Esteja sempre atento ao modo como trata o alunos, dispensando-lhe cortesia, respeito, atenção. Assim você estará criando um ambiente favorável à auto-estima.
- O professor deverá ter a mesma atitude em relação a todos os alunos, pois os mesmos precisam saber que na classe prevalece a justiça.
- Ajude o aluno a sentir-se visível, procurando ressaltar seus pontos fortes, incentivando a auto-apreciação.
- Descubra o que há de melhor no aluno para torná-lo consciente de seus valores e apreciá-los.
- Procure dar atenção especial à alunos tímidos, quietos, procurando trazer estes “para fora”, interrogando-o, fazendo com que fale, diga sua opinião, permitindo que ele experimente sua competência social.
- Mantenha a disciplina na sala de aula através de regras “combinados” que, para serem respeitadas, precisam ser explicadas de forma que cativem os alunos e sejam compreendidas e construídas por eles, nunca impostas.
- O professor deverá ensinar os alunos um respeito nacional pelos sentimentos dos próximos e criar um ambiente no qual essa aceitação seja sentida por todos. Pessoas que se sentem aceitas têm facilidade de se aceitarem.
- Para o professor conseguir incentivar nos alunos a auto-aceitação precisa estar pronto para aceitar os sentimentos deles, buscando compreendê-los sem se deixar dominar por eles.
- Cultive relações interpessoais positivas, competentes e bem-sucedidas.
- Professores eficientes sabem que os alunos só aprendem construindo sobre os pontos fortes e não sufocando as fraquezas. Com isso constroem a competência, dando aos alunos tarefas condizentes com o nível de habilidade de cada um.
- Ajude o aluno a passar de uma atitude de “aluno obediente” para a de “aluno responsável”, capaz de questionar e se necessário, desafiar.
- Se o objetivo do “Professor” é construir a auto-estima naqueles que foram confiados aos seus cuidados, ele deve começar trabalhando primeiramente consigo mesmo.
Abraços Sheyla Bernardes!
Este texto foi adaptado de
pesquisa no site: http://www.pedagogiaaopedaletra.com.br/posts/vinte-segredos-para-construir-a-autoestima-na-sala-de-aula/
domingo, 7 de julho de 2013
A queda de um gigante que se perdeu!
Os velhos mestres das artes marciais reviraram-se no caixão
nesta ultima madrugada, tiveram o desprazer de ver o Messi do MMA apanhar da
forma mais ridícula da categoria. Anderson Silva, herói brasileiro, que tanto
se calou as provocações de Chael Sonnen dessa vez parecia o próprio no octógono,
cena vergonhosa, nosso “gladiador” (como diz o centenário Galvão Bueno) pedido
para que o focado adversário o acertasse forte, em muitos momentos fingindo
estar tonto com os leve Jebs que de quando em vez entravam em sua guarda,
guarda? Mas que guarda, o que a maioria dos telespectadores viram foi um homem,
que talvez achava-se invencível, ridicularizando e menosprezando um adversário que
manteve-se focado e com a extrema seriedade que a luta exige, manteve-se focado
o tempo todo, aguardando por uma chance, uma única chance para acabar com o
circo que nosso “herói” montou. Não podia dar outra coisa, foi ate engraçado e
prazeroso ver aquele cruzado de esquerda entrando e deixando nosso invencível de
olhos vesgos, caindo e levando uma seqüência que em mortais seria fatal. É Anderson,
acredito que todos naquela noite dariam tudo para saber o que se passava na sua
cabeça enquanto estava lá, estendido no chão tonto, com um arbitro te perguntado
“quantos dedos você ver aqui?”, ah esqueci de citar o nome do novo e merecido
campeão CHRIS WEIDMAN, assim mesmo, em negrito e
letras maiúsculas, maiúsculas como sua vitoria. Nesta luta, Anderson virou
vilão aos olhos do mundo inteiro, e meu caro, como sempre, o vilão sempre perde
no final, e perde feio.
“Deboche e desrespeito ao extremo” foi essa frase que li em
todos os sites de noticias de noticias nessa madrugada, o deboche agora vai ser
nosso lutador rever o vídeo da sua luta e ate ver um dente voando na hora de um
fabuloso cruzado de esquerda. Mas vejamos o lado bom, apenas um cara invencível
como Anderson Silva acordaria após uma seqüência de socos como aquela,
descobrimos que apanhar ele sabe.
Por Rafael Araujo.
sábado, 6 de julho de 2013
"Filme: Professora sem Classe"
Após frustração num
relacionamento, Elizabeth, retorna a ministrar aulas. Porem, ela não se importa
com o aprendizado dos alunos, estando em vários momentos dormindo em sala de
aula e drogada.
O filme é designado como comédia, com cenas muito
apelativas em relação ao uso de bebidas alcoólicas e maconha.
Ao retornar a sala de aula aulas, a professora sem
classe, não da a mínima para os alunos e passa a dar importância depois de
ficar sabendo de uma "bônus financeiro" para a turma com melhor
desempenho. Com essa informação ela começa a incentivar e a ensinar os alunos
de forma tosca e sem significado.
Um novo professor e admitido na escola e ela
se interessa por ele, mas ele não lhe da moral, mas fica interessado
por outra professora da escola, que é um exemplo de professora, Amy. Então
começa uma disputa entre elas pelo professor.
Elizabeth, com o objetivo de colocar próteses de
silicone nos seios, para poder arrumar um homem que a sustente financeiramente,
ela começa aplicar golpes, incluindo ganhar o prêmio de melhor turma da escola.
No decorrer do filme acontece varias cenas engraçadas,
no final do filme mostra que no ano seguinte Elizabeth
será orientadora.
O elenco é composto pela Cameron Diaz,
Justin Timberlake, Jason Segel, Lucy Punch, Eric Stonestreet, Thomas Lennon,
Alanna Ubach e outros. Tem aproximadamente 92 minutos, foi lançado em agosto de
2011.
Opinião Pessoal: Filme demonstra que para ser professor
devemos ter mais que metas financeiras, devemos ter amor pela profissão de
educar, e acreditar que na sala de aula tudo acontece e o professor deve
sempre apresentar o significado em cada momento de aprendizagem para o
desenvolvimento dos alunos.
Não gostei do final, pois acredito que a Elizabeth, não tem perfil para ser educadora. Mas
reforço que é importante assistir ao filme para não nos tornarmos
uma Elizabeth da vida real.
Abraços!!
Sheyla Bernardes
sexta-feira, 5 de julho de 2013
Histórias para Ninar " A Bela Adormecida"
Era uma vez, há muito tempo, um rei e uma rainha jovens, poderosos e ricos, mas pouco felizes, porque não tinham concretizado maior sonho deles: terem filhos.
— Se pudéssemos ter um filho! — suspirava o rei.
— E se Deus quisesse, que nascesse uma menina! —animava-se a rainha.
— E por que não gêmeos? — acrescentava o rei.
Mas os filhos não chegavam, e o casal real ficava cada vez mais triste. Não se alegravam nem com os bailes da corte, nem com as caçadas, nem com os gracejos dos bufões, e em todo o castelo reinava uma grande melancolia.
Mas, numa tarde de verão, a rainha foi banhar-se no riacho que passava no fundo do parque real. E, de repente, pulou para fora da água uma rãzinha.
— Majestade, não fique triste, o seu desejo se realizará logo: Antes que passe um ano a senhora dará à luz uma menina.
E a profecia da rã se concretizou, e meses depois a rainha deu a luz a uma linda menina.
O rei, que estava tão feliz, deu uma grande festa de batizado para a pequena princesa que se chamava Aurora.
Convidou uma multidão de súditos: parentes, amigos, nobres do reino e, como convidadas de honra, as treze fadas que viviam nos confins do reino. Mas, quando os mensageiros iam saindo com os convites, o camareiro-mor correu até o rei, preocupadíssimo.
— Majestade, as fadas são treze, e nós só temos doze pratos de ouro. O que faremos? A fada que tiver de comer no prato de prata, como os outros convidados, poderá se ofender. E uma fada ofendida…
O rei refletiu longamente e decidiu:
— Não convidaremos a décima terceira fada — disse, resoluto. — Talvez nem saiba que nasceu a nossa filha e que daremos uma festa. Assim, não teremos complicações.
Partiram somente doze mensageiros, com convites para doze fadas, conforme o rei resolvera.
No dia da festa, cada uma das fadas chegou perto do berço em que dormia a princesa Aurora e ofereceu à recém-nascida um presente maravilhoso.
— Será a mais bela moça do reino — disse a primeira fada, debruçando-se sobre o berço.
— E a de caráter mais justo — acrescentou a segunda.
— Terá riquezas a perder de vista — proclamou a terceira.
— Ninguém terá o coração mais caridoso que o seu — afirmou a quarta.
— A sua inteligência brilhará como um sol — comentou a quinta.
Onze fadas já tinham passado em frente ao berço e dado a pequena princesa um dom; faltava somente uma (entretida em tirar uma mancha do vestido, no qual um garçom desajeitado tinha virado uma taça de sorvete) quando chegou a décima terceira, aquela que não tinha sido convidada por falta de pratos de ouro.
Estava com a expressão muito sombria e ameaçadora, terrivelmente ofendida por ter sido excluída. Lançou um olhar maldoso para a princesa Aurora, que dormia tranquila, e disse:— Aos quinze anos a princesa vai se ferir com o fuso de uma roca e morrerá.
E foi embora, deixando um silêncio desanimador e os pais desesperados.
Então aproximou-se a décima segunda fada, que devia ainda oferecer seu presente.
— Não posso cancelar a maldição que agora atingiu a princesa. Tenho poderes só para modificá-la um pouco. Por isso, Aurora não morrerá; dormirá por cem anos, até a chegada de um príncipe que a acordará com um beijo.
Passados os primeiros momentos de espanto e temor, o rei, decidiu tomar providências, mandou queimar todas as rocas do reino. E, daquele dia em diante, ninguém mais fiava, nem linho, nem algodão, nem lã. Ninguém além da torre do castelo.
Aurora crescia, e os presentes das fadas, apesar da maldição, estavam dando resultados. Era bonita, boa, gentil e caridosa, os súditos a adoravam.
No dia em que completou quinze anos, o rei e a rainha estavam ausentes, ocupados numa partida de caça. Talvez, quem sabe, em todo esse tempo tivessem até esquecido a profecia da fada malvada.
A princesa Aurora, porém, estava se aborrecendo por estar sozinha e começou a andar pelas salas do castelo. Chegando perto de um portãozinho de ferro que dava acesso à parte de cima de uma velha torre, abriu-o, subiu a longa escada e chegou, enfim, ao quartinho.
Ao lado da janela estava uma velhinha de cabelos brancos, fiando com o fuso uma meada de linho. A garota olhou, maravilhada. Nunca tinha visto um fuso.
— Bom dia, vovozinha.
— Bom dia a você, linda garota. — O que está fazendo? Que instrumento é esse?
Sem levantar os olhos do seu trabalho, a velhinha respondeu com ar bonachão:
— Não está vendo? Estou fiando!
A princesa, fascinada, olhava o fuso que girava rapidamente entre os dedos da velhinha.
— Parece mesmo divertido esse estranho pedaço de madeira que gira assim rápido. Posso experimentá-lo também? Sem esperar resposta, pegou o fuso. E, naquele instante, cumpriu-se o feitiço. Aurora furou o dedo e sentiu um grande sono. Deu tempo apenas para deitar-se na cama que havia no aposento, e seus olhos se fecharam.
Na mesma hora, aquele sono estranho se difundiu por todo o palácio.
Adormeceram no trono o rei e a rainha, recém-chegados da partida de caça.
Adormeceram os cavalos na estrebaria, as galinhas no galinheiro, os cães no pátio e os pássaros no telhado.
Adormeceu o cozinheiro que assava a carne e o servente que lavava as louças; adormeceram os cavaleiros com as espadas na mão e as damas que enrolavam seus cabelos.
Também o fogo que ardia nos braseiros e nas lareiras parou de queimar, parou também o vento que assobiava na floresta. Nada e ninguém se mexia no palácio, mergulhado em profundo silêncio.
Em volta do castelo surgiu rapidamente uma extensa mata. Tão extensa que, após alguns anos, o castelo ficou oculto.
Nem os muros apareciam, nem a ponte levadiça, nem as torres, nem a bandeira hasteada que pendia na torre mais alta.
Nas aldeias vizinhas, passava de pai para filho a história da princesa Aurora, a bela adormecida que descansava, protegida pelo bosque cerrado. A princesa Aurora, a mais bela, a mais doce das princesas, injustamente castigada por um destino cruel. Alguns cavalheiros, mais audaciosos, tentaram sem êxito chegar ao castelo. A grande barreira de mato e espinheiros, cerrada e impenetrável, parecia animada por vontade própria: os galhos avançavam para cima dos coitados que tentavam passar: seguravam-nos, arranhavam-nos até fazê-los sangrar, e fechavam as mínimas frestas.
Aqueles que tinham sorte conseguiam escapar, voltando em condições lastimáveis, machucados e sangrando. Outros, mais teimosos, sacrificavam a própria vida.
Um dia, chegou nas redondezas um jovem príncipe, bonito e corajoso. Soube pelo bisavô a história da bela adormecida que, desde muitos anos, tantos jovens a procuravam em vão alcançar.
— Quero tentar também — disse o príncipe aos habitantes de uma aldeia pouco distante do castelo.
Aconselharam-no a não ir.— Ninguém nunca conseguiu!
— Outros jovens, fortes e corajosos como você, falharam…
— Alguns morreram entre os espinheiros…
— Desista!
Muitos foram, os que tentarem desanimá-lo.
No dia em que o príncipe decidiu satisfazer a sua vontade se completavam justamente os cem anos da festa do batizado e das predições das fadas. Chegara, finalmente, o dia em que a bela adormecida poderia despertar.
Quando o príncipe se encaminhou para o castelo viu que, no lugar das árvores e galhos cheios de espinhos, se estendiam aos milhares, bem espessas, enormes carreiras de flores perfumadas. E mais, aquela mata de flores cheirosas se abriu diante dele, como para encorajá-lo a prosseguir; e voltou a se fechar logo, após sua passagem.
O príncipe chegou em frente ao castelo. A ponte levadiça estava abaixada e dois guardas dormiam ao lado do portão, apoiados nas armas. No pátio havia um grande número de cães, alguns deitados no chão, outros encostados nos cantos; os cavalos que ocupavam as estrebarias dormiam em pé.
Nas grandes salas do castelo reinava um silêncio tão profundo que o príncipe ouvia sua própria respiração, um pouco ofegante, ressoando naquela quietude. A cada passo do príncipe se levantavam nuvens de poeira.
Salões, escadarias, corredores, cozinha… Por toda parte, o mesmo espetáculo: gente que dormia nas mais estranhas posições.
O príncipe perambulou por longo tempo no castelo. Enfim, achou o portãozinho de ferro que levava à torre, subiu a escada e chegou ao quartinho em que dormia a princesa Aurora.
Imediatamente, Aurora despertou, olhou par ao príncipe e sorriu.
Todo o reino também despertara naquele instante.
Acordou também o cozinheiro que assava a carne; o servente, bocejando, continuou lavando as louças, enquanto as damas da corte voltavam a enrolar seus cabelos.
O fogo das lareiras e dos braseiros subiu alto pelas chaminés, e o vento fazia murmurar as folhas das árvores. A vida voltara ao normal. Logo, o rei e a rainha correram à procura da filha e, ao encontrá-la, chorando, agradeceram ao príncipe por tê-la despertado do longo sono de cem anos.
O príncipe, então, pediu a mão da linda princesa em casamento que, por sua vez, já estava apaixonada pelo seu valente salvador.
Eles, então, se casaram e viveram felizes para sempre!
(História dos irmãos Grimm)
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